Sobre a Tainha

A tainha (nome científico Mugil liza) é umas das espécies mais pescadas no Brasil, principalmente nos estados do Sul, onde tem importante papel econômico e social. Seu ciclo de vida torna sua pescaria foco de atenção particular pelos potenciais danos à sua população em casos de capturas intensas e sem controle.

Depois de viver seus primeiros meses de vida no mar, a tainha entra nos estuários e lagoas costeiras, onde permanece pelo período de quatro a seis anos, crescendo até atingir a idade adulta. A cada ano, normalmente no início de maio, machos e fêmeas adultos formam grandes cardumes que migram de volta para o mar. As tainhas seguem, assim, correntes frias que sobem na direção norte da costa, nadando muito próximas ao continente. Ao longo do caminho ocorre a sua reprodução – exatamente no mesmo período em que se dá sua pesca.

Tainhas capturadas pela pesca em Santa Catarina, safra 2017. Foto: Bento Viana/Acervo Oceana
Pesca artesanal em Santa Catarina, safra 2017. Foto: Matias Quinteros

Nos estuários onde crescem, já começam a se reunir em grandes cardumes, o que facilita a pesca nas lagoas costeiras – com destaque para a Lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul. Em mar aberto, os densos cardumes são também capturados pela pesca artesanal e industrial, especialmente na costa de Santa Catarina.

Este site tem como o objetivo apoiar a gestão da pesca da tainha no Brasil, oferecendo diversas informações sobre a safra 2018, aumentando a transparência e colaborando com o monitoramento da quota. Esta é uma parceria entre a Oceana, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Secretaria da Aquicultura e Pesca do Governo Federal (SEAP/PR), o Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), a Associação dos Pescadores Profissionais Artesanais de Emalhe Costeiro de Santa Catarina (APPAECSC), o Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região (SINDIPI) e a Secretaria de Pesca e Aquicultura de Laguna – SC.